Capuchinho Vermelho e o Lobo-Mau-Buarque

 
Era uma vez, numa aldeia bem distante, perto de Cuba, que morava uma família simples, mas muito feliz. A pérola preciosa da casa era chamada com carinho por seus pais e avó de Thaís Capuchinho Vermelho. Um dia a avó de Capuchinho estava doente a sua mãe resolveu enviar-lhe alguns pães-de-mel através da linda menina. Thaís vivia no mundo da lua, cantarolando o dia inteiro resolveu que um dia seria famosa, custasse o que custasse. 

A mãe de Capuchinho a chamou e disse para que ela levasse um cestinho com os pães-de-mel até a casa da vovozinha, mas deveria ir rápido, não passar próximo de Cuba e tomar muito cuidado com o Lobo-Mau-Buarque, que andava por aquelas redondezas comendo menininhas desavisadas nos botecos da região. Thaís, como sempre, viajando na maionese, passou a mão no cesto e deu pouca importância ao que a mãe falou, afinal, já tinha idade para ser dona do seu próprio narizinho.
Capuchinho entrou no primeiro boteco com características cubanas, abrigo certo de velhos comunistas recalcados, ela só queria cantar, mas mal sabia ela que o velho Lobo-Mau-Buarque não tirava dela os seus esbugalhados olhos atraído por seu capucho vermelho. O Lobo, respeitado por toda gente da sua laia, logo deu um jeito da menina cantar alguma coisa. O talento era pouco, mas decidido a devorar a pobrezinha, Buarque foi facilitando-lhe a vida. Logo conseguiu junto a bruxa de Brasília um financiamento milionário para tornar Capuchinho em celebridade.
O cesto para a vovó foi esquecido, bem como a parentada. Capuchinho estava completamente entregue às falsas bondades do maquiavélico Lobo-Mau-Buarque. Sem muito trabalho o velho lobo levou-a para casa, fingindo-se de bom velhinho, no quarto, já um pouco assustada, Capuchinho ao ver o lobo nu perguntou-lhe:
– Buarque, por que tens estes olhos tão grandes e inchados?
E o lobo respondeu:
– São para ver-te melhor minha netinha!
E a conversa seguiu:
– Buarque, por que tens as orelhas tão grandes e peludas?
– São para ouvir-te melhor minha netinha.
– Mas Buarque, por que tantas rugas e este mau-hálito desgraçado?
– São de tanto esperar por ti minha netinha.
– Buarque, por que está boca tão grande e (****) enrugada entre as pernas?
– São para te comer melhor minha netinha!
Foi quando o velho lobo já impaciente saltou para cima da menina e nunca mais a libertou. Consegui junto a bruxa de Brasília um encanto chamado patrocínio, com a qual mantém Thaís cativa até hoje, sempre a disposição das suas nefastas vontades.
A família de Thaís e um caçador andam desesperadamente a procura da menina, sem nada encontrar. Capuchinho rendeu-se completamente ao caprichos do velho Buarque que prometeu-lhe em nome da Lei Rouanet torná-la muito famosa. No entanto, enquanto Capuchinho continua no insucesso da música, faz-se de famosa na cama de Buarque.
 
—- Fim —-
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