Carne e osso 

Posted on 12 de Agosto de 2017

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Estes dias tenho pensado em poesia,
Quisera eu ter a habilidade de escrever alguns versos.
Não sei se seriam versos de amor, de paixão ou sobre este nó na garganta que sufoca-me sempre que penso em tudo e em todos.
Se sou poeta, sou poeta das sombras.
Minha pena não tem envergadura para fantasias,
Minha letra sai tremida,
Meus versos realistas,
E carrego no peito um sentimento que tento inutilmente traduzir em palavras.
Dizem que minha poesia é triste,
Digo que são fatos.
É certo que nem tudo na vida é dor e desamor,
E por isto dedico alguns versos a celebração da vida.
Mas sou pessimista,
Volto sempre ao mesmo ponto.
Em meu pessimismo as coisas vão mal,
Em meu pessimismo vou só,
Em meu pessimismo o céu é cinza.
Mas há sempre uma fagulha de esperança,
Há sempre um botão de rosa aberto,
Há sempre um sorriso ingénuo,
Há eu ali,
Em carne e osso.

por Luis A R Branco

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