Provérbios e prosas IX

O importante não é o caminhar rápido,
Mas sim chegar ao destino.
Quem muito corre,
Muito se cansa.
Ligeiro é o relâmpago,
Mas logo desaparece.

Minha mãe lavava a roupa,
E eu destruí sua caixa de sabão.
Revoltado eu vivia,
Entretanto, ninguém via-me.
Engolia a seco minha rebeldia
E em silêncio sofria.

O mais rico
É o mais generoso.
O generoso tem tanto
Que consegue repartir.
O que acumula é pobre,
Nunca está satisfeito com o que possui.

Era Natal,
Naquele ano ganhamos presentes.
Como pobres que éramos,
Nossas prendas eram simples e frágeis.
Às escondidas desembrulhamos nossas prendas antes do Natal
Com elas brincamos, voltamos a embrulhar, guardamos e esperamos o Natal.

A simplicidade é uma das mais preciosas virtudes da alma.
O simples valoriza as pequenas coisas.
O soberbo nunca está satisfeito,
Acaba por devorar-se a si mesmo.
O dia tem a duração certa para o simples,
Já para o soberbo é sempre longo demais ou curto demais.

A noite roubávamos vasos de um muro,
Sem ter onde os colocar.
Roubamos também um cão,
Que não soubemos criar.
Não, não éramos ladrões.
Éramos crianças traquinas.

por Luis A R Branco

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