Provérbios e prosas VI

Posted on 11 de Janeiro de 2017

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Quem muito caminha nem sempre vai mais longe.
O relâmpago de tão veloz é temido.
As ondas do mar são incansáveis, vindo uma após a outra sem parar.
O vento que acaricia a face também derruba o carvalho.

Meu pai plantou um jardim.
Nele havia azaléas, cravos e jasmim.
Margaridas não podiam faltar,
Nem tão pouco o alecrim.

O melhor ar do dia é o da manhã,
Fresco e ainda com o cheiro da noite.
A melhor hora da noite é a madrugada,
Amiga inseparável do poeta.

Gosto de escrever a caneta,
Tenho dezenas de todos os tipos e cores.
O papel deve ser de folha lisa ou quadriculada.
Assim minha escrita ou é livre de verdade ou medida aos detalhes.

O livro é um amigo,
Uma caneca de café um companheiro,
Uma cadeira macia junto à janela um oásis,
O silêncio é o imperativo do momento a ler. Chiu! Lê-se um livro!

Um dia descobri uma porta que dava para uma biblioteca,
Nunca mais deixei de passar por ela.
Procuro primeiro os poetas,
São eles que ajudam-me a suportar a saudade.

por Luis A R Branco

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Posted in: Poema, Poesia, Prosa