Provérbios e prosas III

Posted on 31 de Dezembro de 2016

0


Assim como a estrela cadente se mostra no ocidente e morre no oriente,
Assim é a vida que passa sem percebermos,
Na velocidade das estrelas.

Mamãe quando partiu deste mundo,
Deixou um relógio daqueles à corda,
Com a data fixa em nove de Junho, dia em que morreu.

A altura da risada nem sempre significa a altura da felicidade,
Há risadas que são histerias ao avesso,
Escondem um drama sofrido.

Aprendi a dizer “Se Deus permitir!” ao elaborar um plano,
As vezes ele permite,
Outras vezes não.

Quando a música é bela não importa o tamanho da orquestra,
Quando a música é feia, quanto mais gente pior.
Vovô tocava sozinho numa acordeão oito baixos e que deixou saudades.

Uma das minhas alegrias quando criança,
Era andar pelo campo de golfe próximo da minha casa ao final do dia.
Tanta relva e tanto céu que parecia o paraíso.

Em meus sonhos nunca consigo correr,
Por que será?
Entretanto, sempre cheguei ao devido lugar.

Deitei fora meus relógios,
Quero andar no tempo sem contar os minutos,
Satisfaço-me com o momento de chegar e o momento de partir.

por Luis A R Branco

Anúncios
Posted in: Aforismo, Poema, Poesia, Prosa