Dinheiro 

Posted on 8 de Dezembro de 2016

2


Se há um assunto que tento evitar é o assunto chamado dinheiro. Sim, eu sei que Jesus falou mais de dinheiro do que sobre muitos outros assuntos. Acontece que Jesus é Deus, portanto, tinha toda legitimidade. Sim, eu sei que é um assunto importante tanto no Antigo como no Novo Testamento e que, portanto, tenho o dever de ensinar sobre este tema. Acontece que ainda assim não é um assunto que deixa-me confortável. 

Não obstante, resolvi escrever esta pequena nota sobre um verso que veio a minha mente nesta manhã e que se encontra em 2 Coríntios 9:7: Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Conversa chata é esta sobre dízimo, se é do Novo Testamento, ou seja, da nova aliança ou não. De que isto importa se partirmos do princípio que Deus é o dono de todas as coisas? De que isto importa, se minha vida pertence a Deus e não há nada que eu possua que dele não seja? 

A orientação apostólica é que cada um contribua conforme propôs em seu coração. Quando Paulo dá esta orientação ele coloca-nos em apuros. Nosso coração é teimoso, é duro e por vezes avarento, portanto, o que temos aqui é um teste de espiritualidade, pois o coração de alguns proporá o mínimo ou máximo necessário para que seus nomes não passem despercebidos. A espiritualidade é evidenciada na tristeza ou alegria com a qual se contribui.

No livro de Atos temos o exemplo de Ananias e Safira, que entristecidos por acharem ser esteticamente importante doar, mas no fundo queriam é ficar com tudo para gastar como bem entendessem. Mas, seria chato deixar seus nomes passarem em branco na igreja, portanto, propuseram entregar uma mentira e o fim deles foi a morte.

Como tenho lidado com este assunto chamado dinheiro em particular? Quais têm sido as propostas que tenho feito em meu coração? Minha oferta é meramente estética ou reflete de fato o gozo espiritual daquele que contribuiu com alegria? Quantas vezes ultrapassei o básico, fui além do ordinário? Quantas vezes, num ato de fé, juntei-me a viúva pobre em minha oferta à Deus?

Fica aqui este texto para nossa reflexão à medida em que nos preparamos para o domingo na igreja.

por Luis A R Branco

Anúncios
Posted in: Artigos