Inquietude 

 
Minh’alma está inquieta,
Sinto minhas emoções como pássaros que voam assustados.
Meus pensamentos vagueiam dispersos,
Não encontram repouso em solução alguma.
Caminho como o burro que anda em voltas fazendo girar o moinho.
Cada passo tem sido uma repetição de outro
Sem contudo chegar a lugar algum.
Minhas necessidades são as mesmas,
Minhas orações são repetitivas,
Minha esperança voa como um pássaro rebelde,
Que faz seu pouso, mas logo se espanta e volta a voar sem rumo.
Traço planos que não são bem sucedidos,
Construo escadas que não me elevam,
Mas levam-me para baixo.
Não possuo torres,
O que tenho é como o Poço da Iniciação que encontrei na Quinta da Regaleira,
Que não ergue-se sobre a terra, mas aprofunda-se nela,
Um roço aspiral, com escadas estreitas e escuras.
Do fundo olho para cima e vejo a luz,
Mas deixo-me atrair pelos túneis intermináveis que rodeiam-me,
E conduzem-me para onde não quero ir.
Quando penso ter vencido a guerra,
Dentro de mim explodem novas batalhas.
O que necessito é tão pouco,
É paz.

por Luis A R Branco

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2 pensamentos sobre “Inquietude 

  1. Acredito que Paz não se improvisa paz é resultado de muito esforço,dedicação e inteligência; de intergração entre Humanidade da Terra e o Mundo Espiritual Elevado.
    Tenho pleno conhecimento que realmente ideias tem consequências infelismente é o nosso mundo, país seja lá o que for é o mundo que vivemos infelismente.

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