Penang

  
Livres em Kuala Perlis buscamos fazer contato com alguns cristãos, conseguimos falar com uma família de Penang, como já era tarde resolvemos ficar por ali mesmo naquela noite e viajarmos dia seguinte. Conseguimos um quarto num bairro chinês, os prédios pareciam gaiolas, mas dormimos bem naquela noite.

No dia seguinte, arrumamos nossas coisas em nossas mochilas e partimos para o café da manhã (pequeno almoço). Serviram-me café com leite de soja, e o famoso “balut”, uma espécie de ovo cozido com um pintainho dentro. Depois de chocado por duas semanas o ovo é cozido na água quente até que o seu conteúdo esteja bem cozido, depois é servido. Ao tirarmos a casca, fica uma pele fina e ao colocarmos na boca para mastigar sentimos os ossos frágeis do pintainho quebrarem-se em nossa boca, o sabor não é nada ruim. 

Terminamos de tomar o desjejum e seguimos de ónibus (autocarro) para Penang. Lá fomos recebidos por uma família cristã, isto era um sábado, no domingo fomos à igreja, fiquei impressionado com a enorme placa fixada na entrada da igreja onde lia-se: “PROIBIDA A ENTRADA DE MUÇULMANOS”. Aqueles que ousassem entrar poderiam ser presos, espancado e multados. O mesmo aplica-se ao pastor da igreja. O culto foi formal e não demorou mais que uma hora. 

O culto era pela manhã e após o culto voltamos para a casa onde estávamos hospedados. Quando foi por volta das 18h nossos anfitriões nos chamaram para irmos ao culto novamente e assim seguimos com eles, mas ao invés de irmos para a igreja entramos num prédio e dirigimo-nos para um apartamento. Quando entramos fiquei impressionado com o número de pessoas e ali entendi que está era uma igreja clandestina, o que eles chamavam de “a verdadeira igreja”. Lá dentro conhecemos vários muçulmanos convertidos, ouvimos suas histórias, cantamos quase que em silêncio para não sermos ouvidos, alguém deu uma palavra de encorajamento e oramos por outras igrejas como está onde estávamos. Os hinos, as orações, a comunhão nos transportavam para o período bíblico quando a igreja reunia-se nas casas e padecia perseguição. Uma experiência inesquecível!

por Luis A R Branco

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2 pensamentos sobre “Penang

  1. Luis, quiça o comportamento das igrejas de hoje, tivessem a “marca” das ANTIGAS comunidades verdadeiramente cristãs….eles dividiam entre si todos os seus bens, eram solícitos um para com o OUTRO, e teriam (ainda hoje) um comportamento de VANGUARDA, que não caberia dentro de NENHUM sistema político…a SOLIDARIEDADE… Abraço!

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