Minha primeira casa na Índia 

 

Logo na minha chegada à Índia fui viver numa casa muito simples, junto de uma plantação de arroz e rodeada por coqueiros. Além de simples era também uma casa velha. 

A noite a casa era infestada de baratas que subiam pelo lado de fora da casa e passavam pela abertura entre a parede e o telhado. 

A forma de dormir protegido deste inseto asqueroso era montar por cima da cama uma rede de proteção presa ao teto e ao colchão. De madrugada, com uma lanterna eu observava o movimento infernal daquela baratas pelas paredes e sobre a rede que protegia a minha cama. 

A rede me dava segurança e um sono mais tranquilo com aquelas pestes longe do meu corpo. Antes da rede acordei diversas vezes com o corpo e a cama cobertos por baratas. Entretanto, nem tudo estava à salvo. 

Uma noite enquanto dormia fui acordado com a queda de um imenso rato que passeava pelas madeiras do telhado e veio cair justamente sobre o meu peito arrebentando com a rede que me protegia. Foi uma noite que preferi passar acordado e fora da casa até que o dia amanhecesse e eu pudesse arranjar as coisas. 

A vida missionária nos reserva algumas experiências nem sempre agradáveis. Mas ao olhar para trás é possível sentir saudade daquela aldeia simples, onde conhecíamos a todos e da vida sossegada que ali levávamos, a despeito das baratas e ratos. 

por Luis A R Branco

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