O país do futuro inexistente

Posted on 29 de Janeiro de 2016

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“Há razões para afirmar que o homem moderno tornou-se um imbecil moral”
Richard Weaver

A frase acima de Richard Weaver é uma verdade irrefutável em nossos dias, ainda que esta fira-nos o ego. Durante toda a minha vida ouvi dizer que o Brasil era o país do futuro, e confesso que acreditei nisto com muita força, ao ponto de defender com unhas e dentes em conversas com amigos doutros países quando estes colocavam em questão a potencialidade do Brasil. Acontece que meus cabelos brancos já são visíveis e o país do futuro continua a ser o país de anteontem. O que aconteceu com o nosso futuro, que hoje é o nosso presente, e com o futuro ainda por vir? Roubaram-nos!

Como bem escreveu Daniel Innerarity: “Se nós, os seres humanos, quisermos realizar operações que vão além do momento presente, teremos que travar relações com o nosso futuro. O mesmo vale para as sociedades que devem manter um nexo inteligente com o seu futuro se quisermos que disposições coletivas como a previsão e a antecipação ou emoções públicas como a esperança e o temor, os desejos e as expectativas, sejam articuladas de uma maneira racional.” [1] Isto significa que o futuro não é algo que simplesmente chega carregado com todos os nossos sonhos, mas que o futuro precisa ser construído com inteligência, para que então venha a tornar-se uma realidade. Acontece que vivemos desde que ouvimos falar do futuro, sob o absolutismo do presente. Em termos politicos, somos governados por uma classe sem visão alguma do futuro, são míopes demais para olhar para o amanhã, com isto, governam apenas para o presente, e o pior ainda, governam para si próprios.

Nossos políticos colonizaram de forma brutal o futuro, fazendo com que a nossa sociedade viva às custas dos recursos do futuro. É aquilo que chama-se na filosofia política de “o poder do agora”. A localização autista do presente tem suas causas, dentre ela a periodização das eleições, que faz com que candidatos e eleitores concentrem suas atenções apenas no agora. Não é de admirar-se que entre as nações mais ricas do mundo, a presença dos países monárquicos é quase absoluta. Mesmo não sendo monarquista, não posso deixar de reconhecer que numa monarquia o futuro está mais protegido por suas dinastias. Já nas repúblicas, nossos dirigentes para garantir suas posições, vendem o futuro por seus caprichos presentes. Será que conseguimos perceber os motivos reais das mentiras do Partido dos Trabalhadores e da atual presidente da República Federativa do Brasil quanto a real situação económica do país durante o período de campanha eleitoral? Garantiram-nos um país do presente com um futuro seguro enquanto na verdade, nem um nem outro, presente ou futuro do Brasil estavam garantidos. E o pior ainda está por vir, pois a roubalheira petista e dos demais partidos dos recursos do país irá refletir não só em nosso tempo, mas também no futuro, pois o futuro do Brasil foi roubado, deixando um vácuo que não sabemos exatamente como será.

Nossos dirigentes roubaram o nosso presente, criando uma situação catastrófica economicamente e que afeta todas as áreas da sociedade e roubaram de nossos filhos e netos a possibilidade de uma vida melhor, tornando-os herdeiros de uma dívida exorbitante. Nós, nossos filhos e nossos netos teremos que trabalhar muito e desfrutar pouco para cobrir o rombo deixado por este governo no futuro. Cidades entrarão em falecida e caos, como a Cidade de Itaboraí, no Rio de Janeiro, construída como um centro petroquímico futurístico que não passou de mais uma mentira deste governo que fez com que esta cidade explodisse como um balão de ar alfinetado pela realidade.

por Luis A R Branco

[1] Daniel Innerarity, O Futuro e Os Seus Inimigos: Uma Defesa da Esperança Política (Lisbon: LeYa teorema, 2011), 17.

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