A origem do Natal

Posted on 31 de Dezembro de 2015

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O Natal é a festividade em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. O nascimento do Messias (ou Cristo) já estava previsto no Antigo Testamento e era esperado com antecipação pelos crentes da época (ver. Lucas 2:25-35). A data convencionada para sua celebração foi o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e aceita pelas demais denominações evangélicas, e o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

Nas línguas latinas, o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente “Missa de Cristo”. Já na língua germânica, é Weihnachten e tem o significado “Noite Bendita”.

A Data do Nascimento de Jesus

A data precisa do nascimento do Senhor Jesus é desconhecida, mas geralmente é considerado o ano de 4 a.C. como uma possibilidade. Alguns historiadores acreditam que o dia pode ter sido logo após a primeira semana de Fevereiro do ano 4 a.C. Outros acreditam ter acontecido no dia do perdão no calendário Judeu, no dia 10 de Tishri (entre Setembro e Outubro do nosso calendário).

O nascimento de Jesus estabelece os limites e a linha do tempo da história da humanidade. Os gregos tentaram datar todos os eventos do mundo a partir da sua olimpíada, mas foram ignorados. Roma tentou marcar o tempo a partir da fundação de Roma, mas falharam. Os franceses tentaram começar uma nova era e um novo calendário no século XVIII, a partir da revolução francesa, mas não conseguiram convencer a maioria dos franceses. No entanto, o que os gregos, romanos e franceses não conseguiram fazer, Jesus Cristo fez com o seu nascimento. O nascimento de Cristo passou a ser o marco principal da história da humanidade. O calendário mundial foi cristianizado e passou a ser datado a.C. e d.C. ¹

Curiosidade: O nome de registro de Jesus era provavelmente: Jesus Ben Joseph. Segundo a tradição da época.

Origem do 25 de Dezembro

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.C.. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.

Foi por isso que, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus Sol invencível”, que comemorava o Solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada em 17 a 22 de Dezembro, era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. Há alusões dos líderes da igreja ao simbolismo de Cristo como “o Sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12). Os judeus celebram na mesma ocasião, entre o final de Novembro e início de Janeiro, o Hanucá (Festival das Luzes).

Embora o dia 25 de Dezembro tenha origens pagãs, devemos entender que a data foi cristianizada. Alguns vêem o uso do dia 25 de Dezembro como uma postura errada e pecaminosa da igreja, mas com essa atitude se recusam a ver o grande esforço dos líderes da igreja na época de cristianizar um mundo totalmente pagão. Não era só o dia 25 de Dezembro que era pagão, mas a maioria dos dias do mundo antigo eram marcados com festividades pagãs.

Na realidade a igreja se empenhou em redireccionar os focos destas festas para Cristo, em um mundo marcado pelo simbolismo, a escolha do dia 25 de Dezembro foi muito bem feita devido a sua ênfase na ocasião para a luz, e a Luz é Cristo (Jo 8:12), tal como na missiologia moderna ainda procuramos simbolismos nos povos que podem conduzi-los a Cristo (para referencia recomendo a leitura do livro “O Fator Melquisedeque – Autor: Don Richardson”.)

A Origem da Árvore de Natal e Presépios

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Ele montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

A árvore na Bíblia, nas suas mais variadas espécies, aparece por toda a Bíblia. Até mesmo Jesus fez uso do simbolismo da árvore. Portanto, não há nada de errado com o uso da árvore de Natal com suas luzes e cores.

A tradição diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo mais realista possível e montou um presépio de palha, com uma imagem de Jesus, de Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos.

Pai Natal ou Papai Noel

O personagem Papai Noel (no Brasil) ou Pai Natal (em Portugal) foi inspirado em Nicolau Taumaturgo, Arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Sua transformação em símbolo natalício aconteceu na Alemanha.

A figura do Nicolau Taumaturgo, não é relevante a nossa cultura, uma vez que o mesmo não teve qualquer ligação direta conosco, mas somente com os países nórdicos. Em alguns casos, a figura de Nicolau Taumaturgo, tem conduzido pessoas a idolatria e não para Cristo.

O Cristão Pode Celebrar o Natal?

O cristão deve manter os seus padrões de retidão e devoção a Deus acima dos do mundo. O Antigo Testamento diz que nós devemos adorar a Deus em verdade de acordo com o que Ele estabeleceu (Ex 20:1-4; Ex 24:12-31:18). Não há nenhum registro da igreja primitiva celebrar o nascimento e Cristo.

Por outro lado, existem aqueles que dizem que nós somos livres em Cristo e podemos celebrar qualquer dia que nós quisermos. Paulo diz: “Tudo me é permito, mas nem tudo me convém” (1 Co 6:12, NVI). Devemos participar de uma celebração originada em um festival e cheia de mercantilismo? Somos livres para celebrar o dia.

Aqui está porquê:

Na Bíblia, em 1 Co 10:23-33, Paulo fala acerca da carne sacrificada aos ídolos. Esta carne era frequentemente vendida no talho e levantava a questão: “Devem os cristãos comer esta carne?” Paulo diz no verso 25: “Comam de tudo o que se vende no mercado, sem fazer perguntas por causa da consciência. (NVI)” A origem da carne era, essencialmente, pagã.

Muitos animais vinham com o propósito de serem oferecidos como sacrifício para as deidades pagãs e sua carne era oferecida no mercado. Mesmo em referência a isto Paulo diz que era lícito comer desta carne.

Então nos versos 28-29 ele diz, “Mas se alguém lhe disser: ‘Isto foi oferecido em sacrifício’, não coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência, isto é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que a minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros?” (NVI). Paulo está dizendo que se você está com alguém que pode ficar escandalizado por você comer carne sacrificada aos ídolos, então não a coma — não por causa de você, mas por causa da outra pessoa. Em outras palavras, comer esta carne não afeta você. Os falsos deuses não são reais. Eles não têm nenhum poder.

1 Co 8:7-9 ecoa esta idéia. Ela diz: “Contudo, nem todos têm este conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem este alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica contaminada. A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos.” (NVI) Ainda que esta passagem mereça um pouco mais de exame, ela ainda traz um senso de liberdade. E, Jesus, definitivamente nos tornou livres.

Conclusão

O Natal fala de Cristo, sem ele não há Natal. O mundo certamente tem tentado ao longo dos anos, sem sucesso, remover Cristo do Natal e substituí-lo pelo consumismo. Embora não há nada de errado dar e receber presentes no Natal, este não é seu objetivo. O cristão deve usar esta ocasião como um tempo de reflexão e gratidão a Deus que nos enviou Jesus.

O Natal fala de cumprimento das promessas de Deus, fala de esperança de uma vida melhor com Cristo, fala de nascimento e de vida. Muitos sofrem no Natal, pois nesta ocasião a solidão e a saudade parece aumentar. Não permita que estes sentimentos ocupem seu coração.No entanto, se você ainda não está confortável com esta conclusão e não quer celebrar o Natal, isto está OK. Você deve responder ao Senhor.

por Luis A R Branco

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