Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz

Posted on 27 de Dezembro de 2015

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Extraído do Google Imagens

Um novo ano jaz às portas e o que temos planeado para nossas vidas neste ano que inicia-se? Muitos têm por hábito estipularem metas, alvos e resoluções para cada ano, mas a verdade é que muitos chegam ao fim de cada ano desiludidos com a sua própria incapacidade de levar adiante seus planos.

Já faz algum tempo que não faço mais estas coisas, ao contrário, meu alvo diário é viver para Deus, para minha família e para o meu próximo. Não vejo nada errado em estabelecer desafios para um novo ano, mas no fundo o que realmente acontece é que apenas mudamos do dia 31 de Dezembro para o dia 01 de Janeiro, nada mais, nada especial, nada mágico, apenas um anoitecer e um amanhecer.

O que realmente importa é o meu quotidiano. No quotidiano estão envolvidas as pessoas que amamos, as pessoas que encontramos no caminho para o trabalho, o vizinho que cumprimentamos a cada manhã, o colega com quem partilharei horas de trabalho e também a minha relação comigo próprio. Cada uma destas coisas que fazem parte do meu quotidiano devem ser revistas a cada dia, aprimoradas, melhoradas e transformadas.

Muitos vivem suas vidas com o propósito bestial de dificultar a vida dos outros, muitos vivem mais interessados em saber o que se passa na vida alheia do que o que ocorre em sua própria casa. Que sejamos facilitadores, pessoas que ajudam, contribuem, enriquecem, iluminam a vida daqueles que nos cercam. Que possamos pedir a Deus que nos dê a cada dia um espírito contrário ao espírito daqueles que vivem para a prática do mal.

Nosso mundo parece atravessar uma crise, a crise daqueles que perderam a sensibilidade do quotidiano. Há um desespero pelo amanhã, pelo que ainda não se tem, pelo que ainda não chegou, pelo que ainda não aconteceu. Os dias passam sem que as pessoas tenham tido a oportunidade de saboreá-los. Sim, mas estes são importantes para tornarem as delicias da vida ainda mais prazerosas. Há mais espinhos na roseira do que flores, ainda assim as apreciamos grandemente.

São Francisco de Assis nos deixou o legado de uma belíssima oração, uma daquelas que precisamos fazer todos dias:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Uma oração como esta é tudo o que precisamos para o nosso quotidiano.

por Luis A R Branco

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