PROVA-ME QUE NÃO PRECISAS DE DINHEIRO E EU TO EMPRESTAREI A JUROS ESCANDALOSOS.

Posted on 7 de Novembro de 2015

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numbersAtribuem-se ao gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé (1895-1971), algumas máximas memoráveis. Rio-me de muitas delas abundantemente disponíveis na internet. Numa, ele orienta-nos a conjugar o verbo cavar: “Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo”. Claro, se todos participam no ato de cavar, o buraco haverá mesmo de ser profundo! Vejam esta de cariz duplamente pessimista: “Um casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso”. Para admoestar os beberrões, ele trocadilha: “O fígado faz muito mal à bebida”. Nesta, ele fustiga [injustamente] os nossos amigos médicos: “As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra”. Noutra, de forma curiosa, ele encoraja-nos a viver condignamente até à morte: “Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…”.

A lista é extensa, mas não poderíamos deixar de fora algumas sentenças a envolver os bancos. Queixa-se ele: “Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco [o] toma!”. Finalmente, esta: “O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro”.

Conheci no interior da Bahia um negociante de origem árabe, que progressivamente se esmerava na prática do ilusionismo em suas vendagens. A cada alto preço dos itens vendidos ele acrescentava artificialmente uma ou algumas unidades monetárias. Ao final, ele totalizava o excesso e o transformava num mentiroso desconto ao cliente. Desse modo, o ludibriado comprador não teve desconto algum, mas sentiu-se imensamente grato ante tão nobre ato de liberalidade cometido pelo aldrabão. Ele sabia muito bem como vender pela metade do preço em dobro.

E não se deixem enganar, os bancos seguem a linha doutrinária defendida pelo supracitado negociante. O tal do cheque especial, por exemplo, é uma grande cilada. Usem-no na Primavera e verão o que lhes acontecerá no Outono e no Inverno.

A ganância banqueira é infinita. Para além disto, as indelicadezas sobejam. Leiam aqui http://migre.me/s2wDS o que nos conta o amigo @LuisARBranco . Impressionante!

Magno Reis Andrade
@magnoreisand

Magno Reis Andrade, protestante, brasileiro, nasceu em 17 de Junho de 1951, em Jequié, BA. Aos oito anos de idade, foi com os seus pais morar na capital baiana. Em 1969, foi admitido na Universidade Federal da Bahia, para, em 1973, bacharelar-se em Farmácia-Bioquímica. Com tal competência laborou até o ano de 1980, principalmente no Município de Bom Jesus da Lapa, BA. Lá, conheceu a sua futura esposa, a mesma que lhe daria as suas duas preciosas filhas. Em 1980, aceitou o desafio de trabalhar numa função pública municipal em Salvador, BA. Neste mesmo ano, ingressou no curso de Administração de Empresas, mantido pela Universidade Católica do Salvador, instituição que, em 1986, conferiu-lhe o respectivo grau de bacharel. Ainda em 1980, voltou à Universidade Federal da Bahia, para realizar o curso de Administração Pública, enfim, inconcluso por exiguidade de tempo. Mediante concurso público, em 1989 passou a exercer o cargo efetivo de Analista Judiciário no Tribunal Regional do Trabalho da Quinta Região, BA. Ao se reformar em Novembro de 2010, exercia há sete anos as funções de assessor jurídico no Serviço de Análise de Processos Judiciais, unidade organizacional de direto apoio à Presidência do Tribunal trabalhista. Em 1990, retornou à Universidade Católica do Salvador, desta feita para, em 1995, obter o grau de bacharel em Direito. Entre os anos de 1970 e 1973, integrou profissionalmente o Madrigal da Universidade Federal da Bahia. Gosta de idiomas, ama a língua portuguesa.

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