Mãe


Há vinte anos que deixei-te,
Mas nunca nos separamos.
Não houve distância longa o suficiente,
Que silenciasse nossas prosas humoradas.
Falavas-me sempre do obituário do nosso rincão,
Dizias-me: “Morreu o Sr. José, marido da Dona Clarinha.”
E eu ria, não dá fatalidade alheia, mas da tua forma de falar.
Não passava por minha mente que tu um dia no obituário de outro haverias de estar.
Hoje me deu uma saudade,
Saudade de contigo falar e rir da vida.
Mas, já não te tenho!
Disseste-me antes que deixaria-nos,
Era a dura realidade que não quis acreditar.
As pressas foste mesmo,
E deixaste meu coração de tanta saudade a chorar.

por Luis A R Branco

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3 pensamentos sobre “Mãe

  1. Pra mim, quando ela se foi, não obstante tudo que sei sobre vida após a vida, foi como se eu ficasse solta no ar.
    Escrevo poemas pra ela, sei que está por perto, sei que me sente, eu a sinto.
    Ainda é muito rala a minha compreensão do eterno.
    Ainda suponho que os anjos não tem mãe, por isso não me deixam entrar porta a dentro do céu. Para vê-la uma vez mais, e ouvi-la, me deitar em seu olhar tão lindo, tão amoroso.

    Obrigada por trazer-me a lembrança dela…

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