A anarquia como antídoto

vergonha

Imagino que o título deste texto possa deixar alguns confusos, principalmente numa era em que buscamos a ordem pública e o fortalecimento da democracia. Mas na verdade é preciso compreender o que de fato significa a anarquia que proponho através deste texto. E compreender que este estado político-social pode ser muitas vezes a única fonte de revitalização da democrática. Em especial quando pensamos num contexto politico-social como o que experimentamos hoje no Brasil, com a corrupção exacerbada nos três poderes da república, é preciso enfraquecer os poderes das classes dirigentes para que o povo possa reconquistar seu poder e restabelecer uma nova democracia a partir de sua insubmissão às autoridades corrompidas e que insistem através de manobras entre os três poderes de perpetuar sua permanência no governo.

O termo anarquismo tem origem na palavra grega anarkhia, que significa “ausência de governo”. Representa o estado da sociedade ideal em que o bem comum resultaria da coerente conjugação dos interesses de cada um. A anarquia é contra a divisão em classes e por consequência é contra toda a espécie de opressão de uns sobre os outros. Vulgarmente é entendida como a situação política em que a constituição, o direito e as leis deixam de ter razão de existir.[1]

No contexto brasileiro, a anarquia pode ser o único antídoto para salvar a democracia do veneno mortal de uma oligarquia política e empresarial corrupta e imoral que se estabeleceu no poder e com bases em brechas na lei e na flexibilidade jurídica, embora acusada, julgada, condenada e presa, volta a ser solta para a vida política como se nada tivesse acontecido, deixando o povo envergonhado e de braços atados diante do descalabro.
A anarquia não faz referência à apenas a desordem e ao caos, a anarquia é a resposta de um povo que se recusa ser governado por corruptos, forçando assim, poderes paralelos como as Forças Armadas a intervirem e restabelecerem a ordem, a democracia e o progresso. Esta anarquia que proponho é uma anarquia gandhiana, onde o povo indiano para se verem livres da opressão britânica, escolheram a não a desobediência às autoridades públicas, por meios pacíficos e sem o uso da força e da violência. O que derrotou o Império Inglês foi a determinação de uma sociedade, liderada por um homem simples, vestido tipicamente a moda do seu povo, com tecidos que ele mesmo fabricava e que caminhava por toda a Índia com um cajado de pastor nas mãos.
Eli Stanley Jones descreveu como fascinante a figura de Mahatma Gandhi sentado sobre uma esteira, fraco e completamente vulnerável, mas que com sua voz mansa ensinou ao seu povo a desobediência. Quando morreu, Gandhi deixou de herança apenas doze objetos sem valor algum. Mesmo o grande intelectual Leo Tolstoi utilizou-se deste método de forma pacifica para transformar a sociedade oprimida na qual vivia em pleno século XX. Inclusive é atribuída a Tolstoi a frase que parece cair bem ao atual governo petista no Brasil que diz: “Dar centavos com a mão esquerda depois de tirar milhares com a direita, chama-se caridade.” Foi exatamente isto que fez Lula e Dilma em seus treze anos de governo, deram migalhas à milhões de pessoas, enquanto enchiam seus bolsos com milhões roubados das instituições públicas brasileiras.
A anarquia que proponho é a desobediência pacífica e ordenada ao atual governo brasileiro em todas as suas esferas através do não pagamento de impostos, retirar dos bancos todos os valores que possuímos, simplesmente não comparecer às eleições. Utilizar o direito a greve e às manifestações públicas, romper as relações com sindicatos que são na verdade a base de sustentabilidade do governo petista. É preciso parar com tudo para que uma vez que o país se veja estagnado, não haja outra opção se não a restauração da ordem política através do povo e das Forças Armadas. E o mais importante é que aqueles que estão no poder, embora estejam envolvidos em escândalos sejam presos e seus bens caçados e restituídos aos cofres públicos do país.
A anarquia como está aqui proposta requer coragem, requer sacrifício, requer amor pelo Brasil.

por Luis A R Branco

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ONDE COMPRAR

[1] “Significado de Anarquismo,” Significados, http://www.significados.com.br/anarquismo/ (accessed September 25, 2015).

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6 pensamentos sobre “A anarquia como antídoto

  1. Caro Luiz, permita-me concordar com a plenitude de seu texto, exceto com o trecho “não haja outra opção se não a restauração da ordem política através do povo e das Forças Armadas”. Eu explico a razão das minhas convicções: A história do Brasil nos mostra, através de fatos já mais que debatidos e vividos, (Vide …Comissão da Verdade), que tivemos de esperar por 25 anos, para que pudéssemos almejar, sequer o direito de voto no pais, com lutas que resultaram na morte, e desaparecimentos, que até hoje rondam a tão frágil e decadente democracia que vivemos. O Brasil está “recheado” de vitimas, que não podem ser escondidas, de um regime que veio para (como hoje são apresentados tais argumentos), ser transitório, mas que se edificou como “salvador” da Pátria e permaneceu por 25 anos, DESAFIANDO o pleno Estado de Direito, negando à todos, o direito do contraditório. Tenho CERTEZA ABSOLUTA, e para isto vou apenas citar DOIS EXEMPLOS: 1) Vladimir Erzog e 2)Marcelo Rubens Paiva. Meus desejos e nossos (creio), de que os caminhos que TODOS nós avidamente perseguimos no Brasil… ou seja, #Cidadania e #Ética, poderão ser construídos, em bases sólidas, consolidadas com aprendizado dos ERROS já cometidos no passado. Esta semana, coincidentemente ao seu texto, a rede Cultura de TV, aqui no Brasil, debateu em um de seus programas exatamente este tema (Forças Armadas) na possibilidade de Intervenção Militar, nessa Esbórnia na qual estamos submetidos, pela INOPERÂNCIA do atual governo….rsrs Tomo a liberdade de indicar o Link do vídeo do Prof Leandro Karnal (Unicamp-SP) para ilustrar ainda mais, além das experiências que pude viver ao vivo aqui no BRASIL, para ilustrar meu ponto vista, eis o link>> https://www.facebook.com/jornaldacultura/videos/894177190662470/?fref=nf
    Aproveito a oportunidade para parabeniza-lo pelo belo texto, e também por ter proporcionado esta EXCELENTE oportunidade para DEBATER de forma clara, transparente e responsável, os REAIS problemas sociais do Brasil. Fraterno Abraço!

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