Aqui e agora

Já disse certo escritor que vivemos sob a tirania da urgência. O relógio não para, o trabalho não espera, o desespero pelo lucro sufoca o essencial, as relações esfriam-se pela falta de tempo para convívio e a fé foi banalizada e é vendida por dinheiro vivo ou pré-datados em reuniões repletas de esquisitices.

O indivíduo tenta sua sobrevivência num mundo de competições injustas, “homem vs máquina” e “homem vs homem”. A humanidade afunda em um mundo sem ética e imoral onde nossos dias são traçados como uma sina inevitável.

As pessoas vivem com uma raiva inexplicável, um nervosismo aparentemente sem causa. Será a frenesi do dia a dia que desperta em nós esta aborrecida inquietude? Creio que no mínimo colabora para isto, mas pouco fazemos para mudar a velocidade das ações desnecessárias dos nossos dias, uma vez que não conseguimos parar o tempo. E assim seguimos com nossa vida estagnada numa roda giratória usada para camundongos em laboratórios científicos, corremos, suamos, agilizamos, mas continuamos parados em meio a correria da vida.

Os dias de hoje parece não nos dar o luxo de uma vida sem estresse, e por isto, vivemos sob a tirania do tempo.

A solução é procurar nas brechas da vida, ou seja, no dia a dia, oportunidades para de fato viver de forma agradável. Estas brechas precisam ser encontradas, através de um observar atencioso para as oportunidades que surgem. Por exemplo, descobri que as filas de espera são excelentes locais para uma boa leitura. Um intervalo no trabalho é uma boa oportunidade para um café com um amigo e assim reforçar as amizades. A espera entre a chegada do trabalho e o jantar é uma boa ocasião para curtir um pouco os filhos. E por aí vai…

O importante é não nos rendermos a esta tirania, mas buscar ultrapassá-la de forma inteligente. Uma coisa é certa, se não lutarmos por uma mudança em nossos hábitos e comportamentos continuaremos a viver como escravos do tempo.

E para concluir este curto texto, transcrevo um parágrafo de uma de minhas poesias:

Já disse certo escritor que vivemos sob a tirania da urgência. O relógio não para, o trabalho não espera, o desespero pelo lucro sufoca o essencial, as relações esfriam-se pela falta de tempo para convívio e a fé foi banalizada e é vendida por dinheiro vivo ou pré-datados em reuniões repletas de esquisitices.

O indivíduo tenta sua sobrevivência num mundo de competições injustas, “homem vs máquina” e “homem vs homem”. A humanidade afunda em um mundo sem ética e imoral onde nossos dias são traçados como uma sina inevitável.

As pessoas vivem com uma raiva inexplicável, um nervosismo aparentemente sem causa. Será a frenesi do dia a dia que desperta em nós esta aborrecida inquietude? Creio que no mínimo colabora para isto, mas pouco fazemos para mudar a velocidade das ações desnecessárias dos nossos dias, uma vez que não conseguimos parar o tempo. E assim seguimos com nossa vida estagnada numa roda giratória usada para camundongos em laboratórios científicos, corremos, suamos, agilizamos, mas continuamos parados em meio a correria da vida.

Os dias de hoje parece não nos dar o luxo de uma vida sem estresse, e por isto, vivemos sob a tirania do tempo.

A solução é procurar nas brechas da vida, ou seja, no dia a dia, oportunidades para de fato viver de forma agradável. Estas brechas precisam ser encontradas, através de um observar atencioso para as oportunidades que surgem. Por exemplo, descobri que as filas de espera são excelentes locais para uma boa leitura. Um intervalo no trabalho é uma boa oportunidade para um café com um amigo e assim reforçar as amizades. A espera entre a chegada do trabalho e o jantar é uma boa ocasião para curtir um pouco os filhos. E por aí vai…

O importante é não nos rendermos a esta tirania, mas buscar ultrapassá-la de forma inteligente. Uma coisa é certa, se não lutarmos por uma mudança em nossos hábitos e comportamentos continuaremos a viver como escravos do tempo.

E para concluir este curto texto, transcrevo um parágrafo de uma de minhas poesias:

Desde que abandonei o relógio, abandonei também a urgência.

Quando chegar, chegou, quando partir, partiu.

A hora não sei dizer, veio quando quis, partiu quando deu vontade.

por Luis A R Branco

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