João de Barro

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No frenesim do dia a dia na cidade,
Numa laurácea a beira do rio,
O João de Barro construiu seu ninho,
Indiferente a toda desordem causada por seus vizinhos.

Misturam-se em minha memória o João de Barro, o poeta, e o João de Barro, o passarinho,
Ambos transmitem a saudade de um viver sozinho.
O poeta versou:

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Na laurácea gorjeou o João de Barro na solidão do seu ninho.

Feliz fui eu que debaixo da laurácea abriguei-me,
Enquanto contemplava o ninho do João de Barro,
Lendo as poesias do poeta, também João de Barro, que não abandonou-me sozinho,
A cidade segue agitada e eu aqui com um poeta e um passarinho.

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Um pensamento sobre “João de Barro

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