Amor e sexo num só parágrafo

Em seu livro “The Unheard Cry For Meaning: Psychotherapy and Humanism“, Viktor E. Frankl  descreve a relação sexual sem amor como um processo da desumanização do homem, e aqui, uso a palavra homem como definição para a humanidade como um todo. Acredito que Frankl tem razão em sua análise, pois em termos relacionais, o sexo é a expressão mais profunda da intimidade entre duas pessoas. O autor supra citado descreve ainda que o sexo descomprometido com o amor reflete esta atitude para a masturbação, através da qual o indivíduo busca apenas satisfazer seu apetite sexual. No caso de uma relação entre duas pessoas sem o compromisso do amor é como masturbar-se no corpo do outro. Numa sociedade onde os valores pessoais elevam-se acima dos valores morais, tal argumentação pode parecer moralista. No entanto, a súper valorização do prazer individual tem criado aquilo que Frankl chama de inflação sexual, que segundo o autor, é exatamente como qualquer outra inflação. A inflação é resultado da desvalorização monetária, portanto, o excesso de sexo sem amor, sem comprometimento e também com a alta exploração da sensualidade faz com que a inflação sexual assombre as relações conjugais, as famílias e a sociedade, trazendo consequências em diversas áreas da vida. Frankl diz ainda que o “verdadeiro encontro é baseada na auto-transcendência, em vez de mera auto-expressão“, portanto, o verdadeiro encontro nos pressupostos mencionados é a única possibilidade de evitar a desumanização do homem. O sexo descomprometido é movido por instinto, enquanto que o amor é aquilo que distingue o homem do animal. Minha premissa não pretende reduzir a realidade do desejo e do prazer, mas apresentar uma alternativa mais excelente e que certamente trará mais felicidade para o indivíduo e para a sociedade.

 
por Luis A R Branco Conheça o livro “Perguntas Pós-Modernas
 
 
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5 pensamentos sobre “Amor e sexo num só parágrafo

  1. “Sociedade hedonista: Uma sociedade que se baseia no prazer. A promiscuidade é uma porta aberta para impulsos.”(Rafaelly Belizario) E quando essa é uma opção comum de uma sociedade, os impulsos impedem à compreensão, tornando-a voluntariamente cega.

  2. Eu não concebo e nem aceito uma relação sexual na qual não haja amor. Considero o amor a mola mestre de todos os sentimentos humanos.
    Se supervalorizar o prazer é uma inflação sexual , então o que há na realidade é uma depreciação dele que , a qualquer momento , tenderá a se acabar.

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