Queria reinventar o mundo

Posted on 24 de Janeiro de 2015

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Queria reinventar o mundo, 

Um mundo menor,
Com menos gente.
Queria um mundo onde só habitassem os amantes da vida, 
Um mundo mais aconchegante,
Com mais amor.
Queria um mundo sem armas, 
Um mundo sem fome,
Com menos governantes e mais líderes.
Queria um mundo onde não existisse bancos nem bolsas de valores,
Um mundo simples,
Com menos riqueza e mais igualdade.
Queria um mundo livre de todo tipo de imposição, 
Um mundo de pessoas responsáveis,
Com menos leis e mais organização. 
Queria um mundo onde a fé seria voluntária,
Um mundo onde crê quem quer,
Com mais sinceridade e piedade e menos falsidade e fanatismo.
Queria um mundo de branco, negros e pardos ‘todos juntos e misturados’, 
Um mundo sem classe social e sem títulos, 
Com gente educada e bem preparada.
Queria um mundo com muitas flores, jardins, florestas e rios,
Um mundo verde e com todo tipo de bicho,
Com gente consciente sobre a necessidade da preservação da vida e da natureza.
Queria um mundo com menos carros, só os necessários para o transporte público,
Um mundo com mais bicicletas, mais ciclovias e lindas calçadas,
Com gente indo e vindo, com sorrisos no rosto e boa saúde.
Queria um mundo de muitas cores, 
Um mundo diversificado,
Com gente de todo lado.
Queria um mundo de poetas, cancioneiros, filósofos, dançarinos e toda sorte de arte,
Um mundo sem profetas,
Com gente livre, pensadores e responsáveis pelo seu próprio destino.
Queria um mundo de valores morais, onde sexo fosse assunto privado,
Um mundo onde homens, mulheres e que suas escolhas fossem respeitadas,
Com gente autoconfiante, sem a necessidade de expor seu corpo para atrair a atenção.
Queria um mundo de gente apaixonada,
Um mundo de respeito e sem traições,
Com gente caminhando de mãos dadas numa profunda expressão de amor.
Queria um mundo com menos ruídos e mais vozes e o som da boa música,
Um mundo alegre, mas sem drogas, bebidas e cigarros,
Com gente livre de vícios e com boa disposição.
Queria um mundo sem fronteiras,
Um mundo de apátridas, 
Com gente em todos os lados sentindo-se igualmente parte desta grande família chamada humanidade.

por Luis A R Branco 


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