Efemeridade

Posted on 27 de Novembro de 2014




Decidi não vencer guerras,

Evitando batalhas.

Decidi não enfrentar as flechas,

Apenas quero me esquivar delas.

Decidi não estar certo,

Calando-me diante dos meus acusadores.

Decidi não contar as horas,

Vivendo apenas o momento.

Decidi não amar demais,

Apenas corresponderei ao amor.

Decidi não correr,

Apenas caminhar no passo certo. 

Decidi não abraça o mundo,

Apenas o que de mais simples surgir adiante de mim.

Decidi não perder mais tempo em discussões inúteis,

Apenas trilharei o meu caminho. 

Decidi não resistir às ondas,

Mas deixar que estas passem sobre mim.

Decidi não viver tempo demasiado,

Apenas o suficiente para deixar uma marca na história.

Decidi não ajuntar mais nada,

Apenas ir deitando pelo caminho o que a vida já me deu demais.

Decidi não me defender das calúnias, 

Apenas continuarei sendo quem sou.

Decidi não fazer votos,

Apenas direi sim ou não. 

Decidi não insistir com a impossibilidade,

Esperarei apenas pelo que em Deus é possível.

Decidi não me prender a vícios,

Quero apenas ser livre como um pardal.

Decidi optar pelo mais simples,

Me contentarei com as pequenas coisas.

Trocarei espadas por cravos,

Trocarei escudos pela distância, 

Trocarei palavras pelo silêncio, 

Trocarei amores por uma paixão,

Trocarei a coragem pela sensatez,

Trocarei o complexo pelo simples,

Trocarei o duradouro pelo efêmero, 

Trocarei a certeza pela busca,

Trocarei a fé pela dúvida, 

Trocarei caminhos por um banco na praça,

Trocarei palácios pelos jardins,

Trocarei beleza pelo sincero, 

Trocarei o prazer pela felicidade, 

Trocarei sapatos pelo prazer de andar descalço, 

Trocarei sempre que for preciso.

por Luis A R Branco 

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Posted in: Filosofia, Poesia, Prosa