O que filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche e o rei Nabucodonosor II têm em comum?

Posted on 13 de Agosto de 2014

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Exraído do Google Imagens

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Este breve texto me veio como aforismo nesta manhã e antes que batesse asas e voasse resolvi colocar no papel e compartilhar com meus leitores. Nietzsche e Nabucodonosor viveram em épocas muito distintas, Nietzsche na segunda metade do séc. XIX d.C. e Nabucodonosor na primeira metade do séc. VII a.C., o que quer dizer que viveram 2800 anos longe um do outro.

Nietzsche, hoje um famoso filósofo, durante sua vida viveu a frustração de muitos filósofos e poetas em vida, o insucesso. Ontem por curiosidade procurava por determinada associação de poetas e minha esposa sem nada saber veio até mim e disse se eu já ouvira falar na Sociedade dos Poetas Mortos, que para minha infelicidade de poeta anónimo conheço várias, alias há até uma grupo musical com este nome, um verdadeiro insulto aos poetas vivos, ou pelo menos achamos que estamos vivos. Já Nabucodonosor foi um grande e poderoso rei babilônico muito conhecido e temido em seus dias. Foi este rei quem conquistou a Palestina e tomou Jerusalém no ano 586 a.C., destruindo completamente Jerusalém e levando cativos alguns dos seus habitantes para a Babílônia. Nabucodonosor também foi um grande guerreiro tendo lutado contra grandes impérios dos seus dias, como o grande império egípcio do faraó Amósis II.

Portanto, o que filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche e o rei Nabucodonosor II têm em comum? Ambos tinham um grande problema com o Deus da Bíblia. Nietzsche foi um ateu convicto, e como se não bastasse escreveu várias obras onde escarnece de Deus, como por exemplo a sua obra “O Anticristo – Praga contra o Cristianismo”, é o autor também da célebre frase “Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? – Vitória!”. Já o rei Nabucodonosor invadiu o templo de Deus e levou suas riquezas para a Babilônia. Levou também cativo homens tementes a Deus e profetas como Daniel os quais eram obrigados a serví-lo. A Bíblia diz em Daniel capítulo quatro que o rei deveria se humilhar e reconhecer seus pecados e glorificar a Deus, mas ao contrário de assim proceder, a narrativa bíblica diz que o rei exaltou-se assim mesmo e no mesmo instante foi acometido de uma doença mental e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves. Friedrich Wilhelm Nietzsche em 3 de janeiro de 1889, Nietzsche sofreu um colapso mental no qual dá início a sua loucura onde chegou inclusive a assinar cartas como se fora Dionísio, deus grego e filho de Zeus.

Nabucodonosor II

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Esta aparente coincidência deve nos levar a considerar que é uma loucura intelectual rivalizar-se com Deus, e que tal atitude pode até mesmo dar causa à loucura mental. Nietzsche com sua indiscutível sabedoria e Nabucodonosor com sua indiscutível força poderiam ter dado a Deus a glória e a graça por tais dádivas ao contrário de rivalizarem-se com ele, mas infelizmente assim não o fizeram.

Nietzsche viveu seus últimos dias de forma lastimável e absorvido por uma loucura da qual nunca mais se livrou, já o rei Nabucodonosor, permitirei que ele mesmo nos diga como terminou seus dias: “Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.

E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?

No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.

Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.” (Daniel 4:34-37)

por Luis A R Branco

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