Rastos

Posted on 3 de Agosto de 2014

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A vida passa e deixa um rasto de saudade,
Os rastos alheios tentamos perseguir e os alcançar,
Sem nunca o conseguir.
Os nossos rastos ficaram para trás,
E confundem-se com as sobras.

Não importa a direção,
Prosseguir e perseguir o que passou?
Como diz a velha canção: “a vida passou na janela, mas Carolina não viu.”
Ou regressar para apanhar um passado amassado
Que deixamos cair ao chão?

Sou absorvido por este sentimento para o qual não inventaram palavras,
Vivo a tensão do que passou e do que ainda está por vir.
Sou confusão em forma de gente.
Gente que sente,
Gente que chora.

Sigo rastos de quem não conheço e nem sei para onde vai,
Apenas sei que tudo em mim é saudade,
Uma saudade que rói a alma,
Tal como o cupim rói a madeira.
Matando-me aos poucos,
Lembrando-me de que não tarda e de que seremos todos rastos.

por Luis A R Branco

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Posted in: Poesia, Prosa