Em cada grão de areia

Posted on 10 de Julho de 2014

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No tempo da minha confissão,
Na hora da minha mais profunda necessidade
Quando uma piscina de lágrimas sob meus pés submergiu cada semente nova
Há uma voz que morre dentro de mim e que me alcança em todo lugar,
Esforçando-me no perigo e no desespero da moral

Não tenho a inclinação de olhar para trás em busca de qualquer erro
Como Caim, agora, eis esta cadeia de eventos a qual preciso partir
Na fúria do momento posso ver a mão do Mestre
Em cada folha que treme, em cada grão de areia

Ah, as flores do perdão e as ervas daninhas do passado
Como criminosos, asfixiaram a respiração da consciência e da alegria
O sol brilha sobre os passos do tempo para iluminar o caminho
Para aliviar a dor da ociosidade e da memória em decadência

Olho para a porta da tentação e da chama da ira
E toda vez que passo por aquele caminho sempre ouço meu nome
Então sigo em frente em minha jornada, e vim a entender
Que cada cabelo é numerado tal como cada grão de areia

Eu fui de trapos à riquezas na tristeza da noite
Na violência de um sonho de verão, e no frio de uma luz de inverno
Na dança amarga da solidão e no esvaecimento do espaço
Na inocência de um espelho quebrado e em cada face esquecida

Ouço os passos antigos como o movimento do mar
Às vezes olho para trás e há alguém lá, outras vezes é somente eu
Estou me apoiando e me equilibrando na realidade do homem
Assim como cada pardal que cai, assim como cada grão de areia

Leia mais: http://www.bobdylan.com/us/songs/every-grain-sand#ixzz376d0dFA8

Tradução livre, por Luis A R Branco

 

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Posted in: Música, Poesia