Programa Verdade na Prática (25/06/2014) – Assistencialismo vs Cidadania

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3 pensamentos sobre “Programa Verdade na Prática (25/06/2014) – Assistencialismo vs Cidadania

  1. Caro Pastor,
    Depois de ler o boletim dominical de minha própria igreja, no qual se publicou laudatório comentário acerca da entrevista concedida por Caio Fábio a Danilo Gentili [ http://goo.gl/W4pbn4 ] no programa “The Noite” da Rede Bandeirantes, decidi também inteirar-me do que foi declarado pelo famoso entrevistado.
    Notei que o ilustrado teólogo se fez munir de uma potentíssima metralhadora giratória, da qual não se teria escapado ninguém, rigorosamente ninguém, num leque que vai “dos luteranos aos neopentecostais” [01:28], formando todos uma só comunidade evangélica “abjeta” [01:16]. Para não se perder de vista o exato conteúdo conotativo atribuível a “abjeta”, seria bom lembrar que o excelente dicionário Priberam, o trata como adjetivo que atribui “Estado de excessiva baixeza moral” [ http://goo.gl/K3jr1M ]. Lastreado em brilhante argumentação, afirmou que “as igrejas ensinam escravidão” [08:30]. Observei, à partida, que ele tem a chave da sabedoria e a senha do conhecimento. Mais que isto: descobriu a “pólvora” evangélica. Revelou-se um gigante da hermenêutica, capaz de interpretar enigmas bíblicos indecifráveis por outros, porquanto enfermados de incurável miopia teológica.
    Quando o interessante diálogo se concentrou nos nefilins, o entrevistado explicou que Golias tinha 3,40m de estatura, e, portanto, não chegava “a ser esta enormidade” [17:05]. Mas, confrontado com outros cálculos feitos por Danilo Gentili, o ilustre entrevistado esclareceu interrogativamente: “Como é que ele vai transar com uma menina de 1,60 m? Meu Deus, a menina ia ficar arrombada no meio!” [17:15]. Elucidadas as coisas, o teólogo arrancou sonoras gargalhadas do público assistente, inclusivamente do próprio Danilo Gentili.
    Instigado a falar a respeito de sua iniciação sexual, não fugiu ao desafio. De facto, este foi um dos momentos mais altos da entrevista. Contou curioso episódio por ele protagonizado na infância, não na qualidade de vítima – como percebi – mas, sim, na condição de um privilegiado que mui precocemente, aos cinco anos de idade, salvo engano, teve à sua disposição e por longo tempo, deliciosas lições práticas dadas pela cuidadora do seu irmão. É contagiante o entusiasmo que deixa transparecer quando refere a posição [31:22] em que se colocava para receber aquele monumental corpo adolescente feminino, fonte de generosas doses de prazer, num repetitivo ritual que se interrompeu apenas quando a tal “professora doméstica”, já com dezessete anos de idade, demitiu-se do emprego doméstico, ou dele foi despedida, precisamente porque os seus patrões descobriram a atividade erótica paralela desenvolvida no recesso do lar patronal. Relatou que, na altura, chorou demasiado. Foi elucidativo ao explicar que as sessões de sexo se renovavam três vezes por semana, aquando da saída dos seus pais para irem ao cinema. Não perdeu a oportunidade para lamentar que, em vez de ir aos três passeios cinéfilos noturnos semanais, os seus pais se deveriam ter ausentado todas as noites. Essas gostosas ponderações animaram muito a plateia. E não era pra menos?
    Para angariar a simpatia de seus expectadores, tocou na parte mais sensível do corpo humano: o bolso. Quem se atreveria a contestá-lo, se ele disparou atômicas farpas contra o dízimo? Sabiamente ele apostou num aplauso certo. E o conseguiu. Contudo, aqui pra nós, a igreja precisa, sim, do suporte financeiro obtido no rigor da sã doutrina do dízimo, sempre observados os limites bíblicos.
    Quando comentou sobre a Bíblia, aclarou que os seus vários escritores não se conectam harmonicamente, pois entre eles haveria afirmações ou princípios contraditórios mutuamente repelentes. Convenhamos: isto é tudo que os opositores da Bíblia querem ouvir.
    Demonstrou a sua desavença ao Bispo Macedo. Claro que tem o legítimo direito de assim o fazer. Pessoalmente também tenho sérias ressalvas à Igreja Universal. Contudo, pareceu-me um tanto desrespeitoso, ao chamar malandro ao referido bispo [21:18 do vídeo http://goo.gl/W4pbn4 ], de quem não recebi mandato para o defender. Divergir não implica, necessariamente, ser deselegante ou injurioso. Seria até despiciendo buscar suporte bíblico para se chegar a tal conclusão, pois a lei penal codificada brasileira, em seu art. 140, adverte-nos que a injúria se materializa quando o agente atinge a vítima, “ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”. E, pelo que nos consta, o apodo “malandro”, desferido em sério e pejorativo tom ao Bispo Macedo, num veículo de comunicação de grande penetração popular, nada tem de dignificante ou enaltecedor.
    Mostrou que sabe enunciar calões na TV, mediante palavras e/ou gestos. Perguntado sobre os gays e o homossexualismo, enfatizou que o maior habitat dos tais está no meio evangélico. Senão, acompanhemos o diálogo travado a partir do instante 27:40:
    Caio Fábio – […] “Não estava na pauta de Jesus, e nem está. Essa pauta aí é uma pauta moral, é uma pauta ideológica, é uma pauta da fragilidade da religião, que introjecta culpa nas pessoas e exacerba o maior movimento de compulsão psicológica justamente para aquilo que eles proíbem. Você pegue uma estatística, e vá ver onde é proporcionalmente neste país, onde existe a maior eclosão de compulsão gay no país. Não é no Corinthians!”.
    Danilo Gentili – “É no São Paulo…”
    Caio Fábio – “No São Paulo? Chega perto. No São Paulo (…) chega perto; agora, nada alcança o Movimento Evangélico”.
    Danilo Gentili – “Tem muito viado lá…”
    Caio Fábio – “Claro!
    Danilo Gentili – “É uma viadagem só…”
    Caio Fábio – “É uma viadagem só, onde você fica dizendo: ‘cuidado, se virar viado, é do Diabo’, ‘se tiver um comichão no furingolingo, é [de] Satanás’. Tudo é Diabo?!! Meu Deus, você cria meninos dizendo[-lhes]: ‘cuidado com o Diabo’, e até o teu sexo natural, a tua heterossexualidade é do Diabo. Tudo é do Diabo… A homossexualidade, então, é o Diabo…”.
    Danilo Gentili – “Bater uma também…”
    Caio Fábio – “Ah, uma bronha? Tá danado! Tá danado! Tudo culpa, tudo pecado! Conclusão: uma sociedade que só introjecta pecado vai produzir só tarados. É simples como qualquer análise psicológica, eu te diria. Não tem jeito [de os] evangélicos melhorarem, enquanto eles piorarem o mundo pra todos. Não tem jeito. Eles vão ser sempre os piores do mundo que eles pioram para os outros”.
    Danilo Gentili – “Eu quero aproveitar agora [para dizer] às meninas que “saem” comigo, [que] eu sou assim porque sou crente, tá?. Não é culpa minha, por favor […]”.
    As genéricas e óbvias verdades que disse ao longo do programa ficaram tão negativamente ofuscadas e comprometidas com os aspectos mencionados, que desejaria mesmo não ter havido tão bombástica entrevista.
    Por último, para ser breve, houve um momento em que falou meteoricamente sobre a sua conversão pessoal [34:02]. Conversão pessoal? Desculpem-me, mas acho que esta foi a parte mais hilária da entrevista. Fico por aqui.
    Grande abraço,
    Magno R Andrade

      • Apenas quanto à forma, uma errata parcial ao segundo parágrafo:
        Notei que o ilustrado teólogo se fez munir de uma potentíssima metralhadora giratória, da qual não se teria escapado ninguém, rigorosamente ninguém, num leque que vai “dos luteranos aos neopentecostais” [01:28], formando todos uma só comunidade evangélica “abjeta” [01:16]. Para não se perder de vista o exato conteúdo conotativo atribuível ao termo “abjeta”, seria bom lembrar que o excelente dicionário Priberam o trata como adjetivo que atribui “Estado de excessiva baixeza moral” [ http://goo.gl/K3jr1M ].

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