Liberdade

Posted on 15 de Abril de 2014

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Toda alma anseia por liberdade,
Uma liberdade com a qual a humanidade moderna comprometeu-se.
Uma liberdade que há poucos séculos sequer era imaginada.
Uma liberdade de ir, vir, pensar, acreditar, seguir, interromper e continuar,
Enfim, uma liberdade sem igual, digna do ser humano.

Toda alma anseia aprisionar,
Uma louca vontade de manter cativos nossos semelhantes ou desiguais.
Uma prisão que imaginamos alucinados como boa e agradável,
Uma prisão para mulheres, crianças, pobres e fracos através da inibição dos seus direitos,
Uma prisão para o outro da outra fé, da outra fronteira, da outra cor,
Enfim, uma prisão que só a nós, tiranos, interessa.

Toda alma anseia por libertar-se,
Uma libertação da tirania dos homens e suas taras políticas e religiosas.
Uma libertação do outro que inibe-nos, amedronta-nos e ameaça-nos,
Uma libertação completa, do corpo, da alma e do espírito.
Enfim, uma libertação que permita-nos a nós de sermos nós mesmos.

Toda alma anseia auto-libertar-se,
Uma auto-libertação da tirania do medo, da vergonha e da fraqueza.
Uma auto-libertação do eu narcisista e doentio,
Uma auto-libertação dos maus desejos, dos vícios, das taras e das psicoses.
Enfim, uma auto libertação de nós mesmos.

Toda alma deveria desejar ser um libertador,
Um libertador do que sofre, do que tem fome, do tem frio e do que tem sede.
Um libertador do que é desprezado, rejeitado e excluído,
Um libertador de toda forma de aprisionamento, interior e exterior.
Enfim, um libertador do nosso semelhante, que é justamente aquele que de nós é diferente.

por Luis A R Branco

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Posted in: Poesia