Sonho

Posted on 8 de Março de 2014

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walking-out-the-doorEsta noite passada sonhei com meu falecido pai,
Ele foi entrando porta a dentro quando toda nossa família estava reunida.
Não sei explicar o mistério de tal aparição,
Aliás, os sonhos são na sua maioria inexplicáveis. No início foi um alegre susto para todos nós.

Mas logo começamos a indagar se fora ressurreição ou morte não consumada.
A alegria deu lugar a uma série de perguntas, perguntas do tipo: “Como pudestes fazer tal coisa conosco?”
Perguntar é humano, tal como o erro e o pecado.

A sessão de perguntas logo tornou-se num momento de ressentimento,
Estávamos todos ressentidos com o morto vivo, ao invés de gozar da sua presença saudosa.
Logo ele virou as costas e tornou a sair, mas antes nos disse: “Para contendas, tendes os vivos e os que nunca se foram!”
E assim desapareceu o pai, sei deixar rasto e sem matar saudade.

Neste sonho aprendi três coisas:

Não sabemos desfrutar da alegria sem estradá-la nalgum momento.
Ferimos os vivos que amamos e os mortos que se foram.
Se os mortos não voltam será porque seja céu ou seja inferno, deve ser melhor que aqui?

por Luis A R Branco

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Posted in: Crónica, Filosofia, Prosa