A chuva – amor e ódio

Posted on 10 de Fevereiro de 2014

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A chuva cai mansamente sobre a terra,
Rega a vegetação e repõe as reservas dos mananciais.
Cai tão serena e meiga que vira versos de poesias nas bocas dos poetas.
Sua queda tranquila, ajudada pela brisa suave é um convite ao amor,
É um convite à cama e ao aconchego do lar,
Onde aos pés da mãe, avó e tias, as crianças ouvem atentas os contos de outrora.

A chuva cai impetuosamente sobre a terra,
Transborda os rios mais rasos,
Com força que destrói algumas plantações e massacra as flores mais frágeis,
Sua força, ajudada pelo vento forte, relâmpagos e trovões assustam crianças,
Que aos pés da mãe, avó e tias, buscam a segurança e refúgio que os livre da força da natureza.

A chuva cai com violência sobre a terra,
Inunda cidades, casas, carros, destrói plantações e arranca pelo caminho as obras das mãos dos homens.
Com sua violência derrete montes, faz as pedras deslizarem e junto com a terra destroem tudo pelo caminho. Ajudada pelos vendavais, arranca árvores e telhados espalhando por todos os lados as marcas da sua ira.
Raios atravessam os céus, trovoadas estremecem a terra e aterrorizam aqueles que ainda não foram arrastados pelas águas.
Não há piedade, crianças, mães, avós e tios são sugados por esta mistura de água, terra, pedra e lixo fazendo com que a morte triunfe e nos reste apenas a dor.

Chuva, como pode nos amar tanto?
Chuva, por que te aborreces conosco?
Chuva, por que nós odeias com tamanha fúria?

Luis A R Branco

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Posted in: Artigos, Poesia