O ribeiro

Posted on 5 de Fevereiro de 2014

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Ondas altas e furiosas,
Batiam sem piedade contra as paredes rochosas.
Com meu coração e minha mente inquietos,
Observava com inveja a fúria e a persistências das águas,
Que com violência arracavam todos os obstáculos que surgiam pela frente.
Ao lado vi um pequeno ribeiro que desaguava mansamente neste mar tempestuoso.
Calmo e sereno, suas águas límpidas atravessavam rochas, vencia fúria das ondas e misturava suas águas doces e calmas com as salgadas e furiosas do mar.
Fui vencido pela singeleza do ribeiro, abandonei a inveja e o desejo pela bravura, e simplesmente orei: “Senhor, dá-me a tranquilidade das águas deste pequeno ribeiro e que assim como ele eu venha me amalgamar em ti!”

Luis A R Branco

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Posted in: Poesia, Prosa