Felicidade de forma simples

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A busca pela felicidade é um dos dramas da existência humana, e tem sido assunto recorrente e exaustivamente debatido tanto na religião, como na psicologia e filosofia. O que é felicidade? Como acançá-la? E como preservá-la? São perguntas constantes em todo coração humano, bem como nas disciplinas supracitadas.

Não pretendo me alongar demasiadamente neste artigo, na verdade, espero que seja curto o suficiente para ser lido em poucos minutos, para tanto, procurarei lidar imediatamente com estas três questões, sabendo da impossibilidade de responder plenamente a questão, como também não prendendo propor qualquer absolutismo neste ponto, mas tenho como desejo principal levá-lo a refletir sobre este tema.

O que é felicidade? O teólogo espanhol José Maria Arnaiz escreveu o seguinte: “A felicidade é o bom depósito que deixam nossos anos, é o que nos devolve a vida como reação a tudo o que vivemos e demos de liberdade, de verdade, de justiça e amor…”[1]. Na concepção de Arnaiz, a felicidade não é um produto pronto, mas um subproduto da vida como um todo, isto significa, portanto, que a felicidade é algo a ser construído ou desenvolvido, e não alguma coisa que alcançamos ou encontramos. Em uma carta escrita à Sheldon Vanauken, o filósofo cristão C. S. Lewis escreveu que “É uma responsabilidade cristã, como você sabe, que todo cristão seja o tão feliz o quanto possível.”[2] E por que é uma responsabilidade? Simples, pois o viver cristão naturalmente resultará em felicidade.

Como alcançá-la? Como já observamos acima, entendemos que a felicidade não é um produto para a vida, mas um subproduto da vida. Blase Pascoal coloca isto da seguinte forma: “Todo homem, sem excessão, busca por felicidade. Todos eles se dedicam neste propósito, no entanto, independentemente dos meios que eles utilizam para alcaçá-la… Eles nunca farão o menor movimento em direção a este alvo. A felicidade é o resultado de todas as ações do homem…”[3]

Como preservá-la? Todo ser humano é uma mistura de luz e trevas, confiança e medo, amor e ódio. Infelizmente vivemos num mundo inconstante com nossos sentimentos inconstantes. No entanto, é importante saber que as feridas do coração fazem parte da realidade da vida e não há como prevenirmo-nos delas. As feridas no coração fazem parte da trajetória da vida. Sendo está uma realidade inevitável da existência, a única forma de preservar a felicidade e reconhecendo as fragilidades do nosso ser, e ter a disposição, o ânimo, de continuar em frente e recomeçar sempre que preciso for.

Luis A R Branco

[1] Revista Beneditina – Número 28, Mosteiro da Santa Cruz, MG, Brasil.
[2] Extraído da carta à Sheldon Vanauken in Vanauken’s book, A Severe Mercy (New York: Harper and Row, 1977), 189.
[3] Blaise Pascal, Pascal’s Pensées, trans. W. F. Trotter (New York: E. P. Dutton, 1958), 113 (thought 425).

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