Consciência

Posted on 19 de Novembro de 2013

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Estou na escuridão, embora o dia seja claro e veja todas coisas,
É uma escuridão da alma, se é que temos alma, ou do espírito, se é que temos espírito.
É uma escuridão do lado de dentro que faz-me confundir razão, vontade e sentimentos.
É uma escuridão provocada pela luta entre o desejo e a consciência.

Consciência, nome estranho e feminino, coloca-se como a senhora da vida,
Tira-nos ou dá-nos a paz conforme lhe apraz.

Consciência, o que és tu? Conhecer-te tem sido a busca de filósofos e psiquiatras.
Consciência, és a mãe da vontade e da razão, domina-os com tua mão de ferro e terror.

Consciência, tens por inimigos o sentimento, a indecisão e a rebeldia com todos os que se recusam a se dobrarem aos teus caprichos de senhora poderosa no interior de homens e mulheres.
Felizes são os cães que não possuem consciência!

Consciência, o velho ditado é a tua resposta a um rebelde como eu: “Ruim comigo, pior sem mim!”

Consciência, diga-me como e onde posso te silenciar em alguns momentos da vida, apenas para ter o gosto, ainda que por segundos, de sentir-me senhor de mim mesmo.

Consciência, gabaste na realidade de nunca sermos capazes de viver sem ti.

Somos subjugados a nós mesmos, ou esqueceste que és parte inseparável do nosso ser?

Consciência, na verdade és escrava de ti mesma, de caprichos que não consegues renunciar.

A escuridão na qual me encontro é está luta que de tempo em tempo é travada entre mim e ti, ao contrário das lutas aqui fora, onde todos os holofotes se acendem, em nossa luta todos eles se apagam.

Estou cansado, és mais forte, tens mais poderes, reconheço, dominaste-me mais uma vez, portanto, imploro-te: Ascenda as luzes!

por Luis A R Branco

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Posted in: Filosofia, Poesia